Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012



Dadas as condicionantes da crise mundial, aceitamos hoje como normal a adversidade das autarquias em aforrar dinheiro, a exemplo de outras situações, temos tendência para responsabilizar a crise em vez dos gestores públicos. 
Tão espontâneo quanto a inegável insuficiência de receitas e verbas são os consequentes desperdícios extemporâneos e inadmissíveis efectuados continuamente, talvez isso explique a dificuldade em acreditar que os esforços hercúleos que cada um de nós – munícipes contribuintes – faz diariamente servirão para apresentar resultados objectivamente positivos na globalidade do bem estar de todos! Os atropelos a olho nu que correm por múltiplas freguesias e concelhos são tantos que até o descaramento opaco acaba por ser aceite como razão natural! 
Os autarcas de Alijó, nos últimos anos, disciplinaram os seus seguidores para aceitarem como vulgar o desbaratar dos dinheiros públicos em criação de cargos, palanques, paparocas de luxo, peregrinações, comícios, navegações, exibição de histórias e promulgação de notícias. Desgraçados os que tentem enfrentar esta desgostosa realidade! 
Delicado de entender é o facto de haver dinheiro para estafar em futilidades e escassear noutras certezas de urgência imperativa. Para os mais atentos, esta convicção torna-se uma contrariedade para confiar nas vozes de alguns desses autarcas que gritam descomplexadamente pela defesa da região reconhecida como Património da Humanidade. Toda este território duriense é detentor de rara beleza, mas também de uma impressionabilidade de exemplos nobres que extravasam a consciência de muitos dos políticos! O Douro Património abraça a terra no seu todo, agarra as pessoas sem distinções e acciona a fertilidade comum. 
Neste último verão denunciei a insolência com que o executivo alijoense ignorava o estado deplorável da estrada camarária que liga Soutelinho – Ponte do Rio Pinhão (Cheires)! Voltei a fazê-lo, numa perspectiva de consciencialização, na altura das vindimas por razões óbvias! Ninguém aglutinou a protecção da estrada muito menos o amparo dos agricultores e os buracos no alcatrão transformaram-se em autênticas crateras! Como se toda esta indiferença e desfaçatez fossem pouco, confrontamo-nos agora com a situação do gelo que congela o alcatrão sem que seja acompanhado com a aplicação do respectivo sal protector, o que torna ainda mais perigoso este trajecto completamente furado. 
Parece que aterramos na cintura da Lua com a sombra do edil de Alijó, um dos políticos que mais disserta sobre a defesa e promoção do Turismo no Alto Douro. Terá este chefe do executivo percepção dos movimentos pendulares de automóveis que transitam por esta estrada que é também ela detentora de uma das mais belas paisagens durienses? Terá o executivo municipal noção exacta sobre a importância que este caminho tem para quem a trilha diariamente? Não é apenas uma questão de estética ou de prejuízos materiais, é igualmente uma questão de segurança que deveria preocupar os políticos conscientes e consciencializados. 
Independentemente das respostas, é absolutamente insuportável a condição de abandono a que ofereceram esta via de comunicação que aproxima os concelhos de Alijó e Sabrosa! 
Se há dinheiro para futilidades, poupem-no para as verdadeiras necessidades, como é o caso desta estrada que precisa urgentemente de ser reparada e amparada. 

Jorge Carvalho 

Publicado em: 
A Voz de Trás os Montes na edição de 05 de Janeiro de 2012. 
Notícias do Douro na edição de 06 de Janeiro de 2012.



publicado por Jorge Carvalho às 20:49



Porto, pouco tempo passa das 19 horas, o dia frio está já coberto pela noite, por ti e por mim, tu e eu viajamos como pássaros pela rua de Santa de Catarina. Estamos na fase da descoberta e da conquista num porto romântico. Abrasamos o tempo para um jantar a dois, jantar romântico a dois. Enquanto deslizamos pela calçada portuguesa de asas encostadas, passam as montras da tentação consumista a uma velocidade perturbante, assim, descobres uma montra de sapatos. Aproximas-te para veres mais de perto. Esvoaço contigo. Em frente à montra de luxo está um homem, um homem pedinte. Inclinas-te para veres os sapatos nos teus pés. Aos meus pés um mendigo de mão estendida. Curvo-me, pego-lhe na mão e digo-lhe: mais do que uma moeda, você precisa de uma mão amiga. Enquanto analisas o brilho dos sapatos eu colo-me aos olhos radiantes deste homem, pobre homem. Dou comigo a olhares para mim e para o pobre homem pobre. Não sei o que pensas, mas sei o que penso e esqueces os sapatos, eu convenço o homem a jantar connosco. O jantar romântico a dois transforma-se num jantar a três num tasco típico com portas de saloon de Texas a amortecer os berros de quem não tem razão. Na nossa mesa, o silêncio é tão grande quanto a fome deste mendigo. Eu e tu falamos pelo olhar, ele entende tudo pelo seu passado generoso. Agradece o meu gesto, mais pela companhia do que pelo banquete. Parte para o futuro com o dever cumprido em direcção a sua casa, em direcção à rua, para voltar a deitar-se no parapeito da sapataria de luxo, onde a janela é montra, o corredor é passeio, a sala é rua, o tecto o seu céu e tudo junto a sua vida, o seu único amor. Eu e tu, sobramos com o fulgor do olhar daquele carente homem na nossa imaginação, imaginação de desejo, com um outro significado de amor.
Dizes-me, confortados ao calor dos corpos condicionados um pelo outro, que foi assim que te conquistei e pedes-me para te escrever um poema com o dedo, com o dedo a apontar o teu umbigo.
Agora que te olho lá de cima e vejo os nossos corpos satisfeitos, replicas-me o prazer de ler reflectido no tecto, no nosso tecto um poema meu do nosso amor, dum amor que não é nosso, porque o amor não tem dono. Tu és a dona do meu amor, tu és o meu amor. Mas isso não me basta, porque quero que sejas mais que o meu amor, quero que sejas o amor! Tu és o amor. Eu sou o inquilino do teu tecto. Tu és o amor. Agora que voltei a descer ao meu corpo e volto a sentir o teu amor a aquecer o meu vou escrever-te o poema no ventre, para reflectir na cobertura do céu junto das nuvens, do sol e das estrelas onde só tu e eu chegamos. Só tu vais conseguir cantá-lo para dentro de ti com a minha voz, só tu vais conseguir cantar para fora de mim com a tua voz. Afinal o nosso amor tem voz, tem voz que até sussurra a noite e arrepia o céu que também o cantará, só para ti, prometo, em refrãos de raios de sol! Sim, porque os raios são fios do teu cabelo. Sim, porque o céu é a transparência da tua bela face. Sim, porque a noite é a tua serenidade e a nossa. E é por isso que eu beijo o ar, porque o ar me sabe a ti e é por isso que me agarro à noite, porque tu te agarras a mim. Agarrado a ti, sinto-me agarrado ao amor, amor que é varanda que me cola e descola aos teus lábios, porque assim sinto-me a voar no ar, no ar do teu paladar, seguro por ti. 
És a partida e a chegada dum livro que jamais escreverei, não por me faltares, não por me faltar o amor, mas por me faltarem as palavras de amor. Tu não me faltas. Ainda queres o meu poema? Eu apenas amo o amor e repito as nossas imagens nas letras, os nossos momentos em palavras. Não sou mais que um ordenhador de palavras arrumadas pela inspiração do teu amor, tu o meu amor. Ainda queres o meu poema? 
Amor, que me lançaste à arena do coliseu do amor com um avental de palavras a lutar por ti, a lutar pelo amor, com um escudo de significados e perfumes teus, onde só tu assistes e a sombra de Nero. Sobram as minhas pegadas de desespero e o teu olhar que me fortaleceu levam-me à praia contigo e com o teu amor. Para ti acendo a Lua e na areia desenho a Torre Eiffel, com o mar a soprar de fundo, escalamos e lançamos o amor a voar, a voar junto. Voamos meu amor e aterramos poema... 
Ainda queres o meu poema? Mas o meu poema és tu!

Jorge Carvalho



publicado por Jorge Carvalho às 20:47
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Parece que o PS de Alijó não se entende. Parece que desta vez Adérito Figueira, o eterno vice-presidente, o eterno candidato a candidato, não abdica mesmo de o ser! Parece que será mesmo desta vez que haverá ruptura no PS de Alijó! Ou não, pois também sabemos que há sempre cargos que acabam por preencher esses egos vazios... o problema é que a redução de gabinetes e a redução das juntas de freguesia vão encolher a partilha do favorecimento político!!!


O caso mais paradigmático será a futura freguesia do Pinhão, que, ao que parece, agregará outras limítrofes como Vale de Mendiz, Casal de Loivos, Vilarinho de Cotas e Cotas, tornando-se numa "super" freguesia que aguçará o apetite a mais alguns socialistas estrategas, agora mais entristecidos por não poderem alcançar o cargo de vereação (estou a lembrar-me de um aprendiz de engenheiro que aproveitou a universidade do Sócrates para se formar pela experiência em encher garrafas), mas haverá mais...


Voltando ao presumível eterno pretendente, Figueira, parece que todos sabemos ser um forte candidato por se pautar pela verdade, honestidade e sobretudo pela prática da justiça no tratamento equitativo que pratica perante todos os munícipes! Acredito que muita gente esteja indecisa, entre muitas outras qualidades, destaca-se pelo facto de se saber que este justiceiro defende a fiscalização às contas da Autarquia, às contas bancárias dos políticos e até à transparência do acesso aos empregos e promoções na Câmara e exterminar (nisto é notável) o medo e a falta de democracia que existe actualmente na opinião pública!


Isto sim, prova bem da sua missão política: servir exclusivamente os munícipes sem quaisquer contrapartidas ilícitas…

 

O concelho de Alijó só tem mesmo a ganhar!


 



publicado por Jorge Carvalho às 18:59
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011


A Casa Arouquesa é um restaurante situado em Viseu. Este restaurante, cujo proprietário é oriundo do concelho de Arouca, tem uma sala com arquitectura muito interessante e muito aconchegante. Foi já premiado pela nobreza da sua garrafeira. A carne arouquesa é sinónimo de certificação de excelência e torna-se difícil recomendar o que quer que seja, ainda assim, sugiro que levem muito apetite para optarem entre a carne arouquesa frita ou grelhada, tanto uma como a outra são especialidades de bradar aos céus. 


Uma dose (é tamanho XL) chega para três pessoas! Vale a pena visitar a cidade de Viseu por toda a sua história e magnificência dedicando uma parte do precioso tempo a um banquete gastronómico resultante de uma cozinha de superioridade.

Coordenadas GPS:

N 40º 30´ 16,3´´

W 07º 55´ 38,8´´

Jorge Carvalho



publicado por Jorge Carvalho às 19:54
Domingo, 13 de Novembro de 2011

 

Entre os dias 8 e 10 deste mês tive o prazer de acompanhar o ex deputado André Almeida para integrar o grupo de visitantes que se deslocou a Bruxelas a convite do eurodeputado Mário David, constituído por Jornalistas, militantes do PSD e vencedores do Prémio Xavier Pintado da Universidade Católica Portuguesa.

Esta viagem traduziu-se numa visita íntima partilhada com a forma de viver profissionalmente os mais altos cargos políticos dentro dos vários edifícios de maior expressão democrática da Europa, bem como, assimilar de uma forma mais intensa a história das Nações aliada ao propósito da formação da União Europeia através da simpatia, humildade e conhecimento rigoroso do eurodeputado Dr. Mário David, resguardadas pela aura da cidade de Bruxelas considerada como a capital da Europa.

Sentiu-se igualmente uma ligação quase embrional entre nós cidadãos eleitores e a simbiose do Parlamento Europeu e os eurodeputados eleitos que representam a assimilação e promulgação das impressões culturais e políticas nacionais através do transbordo das suas consistentes tomadas de posição representadas pela mais alta magistratura de conhecimentos e influências.  

Percebeu-se, através da forma como encara e transmite os princípios directores na sua forma de fazer e estar na política, que o eurodeputado Social-Democrata Mário David está na Europa de corpo e alma a representar os interesses portugueses patenteado pelo seu mérito, excelência e nobreza.

Deixo o meu agradecimento público ao André Almeida, ao Dr. Mário David e a todo o seu gabinete por me terem permitido este choque de sentimentos, pois, de certa forma, a iluminação dos principais edifícios seculares da cidade transforma o centro numa abundância de configurações, sombras e ambientes peculiares que nos fazem recuar no tempo são um contraste puro à ofuscante áurea de modernidade que nos assalta assim que privamos com as mais altas figuras políticas e entramos no auditório do Parlamento Europeu.

 

 

 

 

Jorge Carvalho 



publicado por Jorge Carvalho às 18:24
Terça-feira, 09 de Agosto de 2011

Miguel Rodrigues passeou-se pela festa de Favaios, com os mesmos fiéis do costume. No habitual discurso, quiçá gravado na rádio, levava então uma falsa segurança, uma dissimulada tranquilidade e, sobretudo, um leviano toque de arrogância típica de um vulgar derrotado.

Para disfarçar o que na gíria apelidamos de "có-có", este falhado politicamente afirma agora não temer qualquer adversário interno e, para vincar a sua verbosa valentia, vai mais longe e considera através das suas palavras, que os meus textos até lhe dão jeito e alento por serem uma boa promoção! Nada mais falso para exprimir toda a sua raiva, revolta e frouxidão! Haverá melhor e maior promoção do que as suas derrotas esmagadoras?

Este locutor de publicidade, esqueceu-se que por duas vezes enviou o embriagado "anjo Gabriel" a Sabrosa para falar comigo sobre os textos que eu escrevia e que poderia escrever. Terá igualmente esquecido que me convidou na primeira pessoa para no seu primeiro mandato ser candidato à junta de freguesia de Alijó. Mas se tal não fosse suficiente, pelo facto de ter rejeitado, formulou outro convite, desta vez para integrar a lista da Assembleia Municipal. Não sei alguma vez terá questionado a razão que me levou a dar-lhe duas negas! Não sei, nem me interessa, mas mesmo assim posso avançar que eu previa que este senhor que então me convidava para integrar as listas e dizia que eu seria muito útil para o projecto partidário dele e para Alijó, seria o mesmo que se oporia mais tarde à minha reentrada para o PSD (por me considerar um Pacheco Pereira sempre que escrevia textos com os quais ele não concordava), por querer apenas reunir-se de "paus-mandados". Assim foi! Enfim! É nesta gente que o povo não acredita...

Ser candidato não é aparecer duas vezes por ano num concelho. Uma para receber as senhas de presença outra para lembrar que é candidato!!!! Se o for, como não espero, avizinha-se mais uma estrondosa derrota para o PSD de Alijó, sim para o PSD de Alijó, porque o locutor de telefonia nada terá a perder, porque só tem a perder quem alguma vez ganhou e, o PSD já ganhou e tem ainda muito para ganhar neste concelho, ao contrário deste eterno postulante curvado à incapacidade. É desta que vai querer mesmo expulsar-me do Partido…



publicado por Jorge Carvalho às 13:44
Segunda-feira, 01 de Agosto de 2011

Uma rosa de pétalas rosa

É pele da vida purificada,

Pigmenta o início da proza

Tinge uma noite imaculada.

 

A brisa fria que corta

Como a pronúncia do norte

Confina o fervor que entorta

O esteio da sorte.

 

Sinto-te perto,

És sublime quanto a frente do mar,

Não sei se acerto

No muito que falo,

Mas sinto as pupilas cruzarem-se calmas,

Pesco e embalo

Nas ondas cálidas do teu olhar

Na esperança de recuperar as nossas almas…

 

Mergulho no acolhedor ninho,

Longe do prado solitário.

Curvo-me à tua beldade como inocente na sé,

O pensamento traz-me a tentação,

Fotografo o teu interior, revelo o teu coração

Apertado, agora destapado por Santa Fé,

Baloiçamos juntos pelo calendário

Empurrados pelo céu que desce, parto sozinho.

 

 

Disfarço-me na neblina sem medo,

Do horizonte: o Porto de abrigo

Parto só, mas levo-te comigo,

És tudo o mais e um segredo…

 

Jorge Carvalho 



publicado por Jorge Carvalho às 19:59
Miguel Rodrigues já perdeu por duas vezes eleições no Concelho de Alijó de uma forma dilacerante e incontestável. Nunca conseguiu ganhar o PSD, portanto nunca poderia ousar pensar ganhar o concelho. E ele, mesmo sem sentir as raízes por não ser de cá sabia disso e sabia das suas limitações! O povo também, por isso o castigou! Querer governar um município não é bem a mesma coisa que pegar num micro e anunciar publicidade com voz de rádio! É muito mais. É nascer, sentir, viver e investir nessa mesma terra! Miguel Rodrigues não sabe o que isso significa! Sabe sim, o que significa uma senha de presença que recebe, imagine-se, por não viver cá!!! É certo que foi empurrado, não pelas suas capacidades técnicas ou políticas, mas por, nesse tempo se viver uma conjuntura desfavorável e ninguém aceitar ser candidato, mas não é menos certo, que a secura do poder que foi adquirindo ao longo dos anos o tornou num ávido político derrotado com obsessão de alcançar aquilo que para ele é absolutamente inatingível: O PODER LOCAL! Com esta teimosia cega, só tem perdido o PSD que se encontra totalmente rasgado e o concelho que não tem oposição credível, graças a este senhor e a alguns fãs que o seguem devotamente (devem ser dois!) … Mesmo assim, depois de andar 10 anos a receber senhas de presença, não consegue ter discernimento para sair por vontade própria e, continua a pensar que será o próximo candidato para ganhar a autarquia ao PS! No mês passado foi a vez da debandada de uma grande parte de elementos da Comissão Política, mas nem isso o convence a convocar eleições, pois aguarda estrategicamente pela inscrição dos seus militantes para nele poderem votar lá mais para o final do ano… Estou convicto que não será, mas se Miguel Rodrigues voltar a ser candidato será mais um fiasco do tamanho do seu trabalho enquanto líder da oposição: um PSD completamente dividido e sem vivacidade intelectual credível para conquistar a maioria dos eleitores do nosso concelho. Está na hora do PSD local também mudar e de se mudar definitivamente o Dr. Miguel Rodrigues… Jorge Carvalho


publicado por Jorge Carvalho às 18:43
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Inspiro o teu corpo Como quem cheira um vinho, Deixo-o abrir, lentamente, Saboreio o teu pescoço Como quem prova caviar Desfruto devagarinho, Esfrego a minha alma pausadamente Pelo aroma da tua pele a fumegar Como nas águas de um banho Viajo pela espuma como um navio, Perfuro todo esse vapor, Deslizo, flutuo e entranho, O meu corpo e os trocadilhos, Mergulho e afogo o cio Na profundidade do amor, Encaixo nos teus trilhos... Jorge Carvalho


publicado por Jorge Carvalho às 21:32
Silva por Jorge Carvalho a Quarta-feira, 20 de Julho de 2011 às 23:06 Passos largos pelas cêpas em viveiro Sombreiam forças, agarram vidas Folhas e frutos de memórias Achadas e perdidas. Eu queria ser esquecido... Lá no alto, bem no alto o palheiro Amado pela velha cerejeira De fruto apetecido, Acompanhado como eu Espreita nas frinchas forradas de histórias Que se estendem pela eira Até ao vinhedo do céu, A janela canta o ar, sei Que lá longe alguém dança Como a noite agarrada ao dia A balada do Douro que é a Lei De quem ama e é amado, Bate o peito, forte como a balança Que pesa toda a minha agonia, Eu queria ser lembrado... Jorge Carvalho


publicado por Jorge Carvalho às 21:26
Quem alguma vez foi torturado (...) normalmente resiste a falar do assunto por uma questão de elementar pudor, mas não se cala na hora de denunciar essa chaga do comportamento humano e os canalhas que levam à sua prática. Luís Sepúlveda
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